Hofburg e o Museu Sissi – Viena

Museu Sissi
A imponente fachada do Hofburg

Dominando o centro de Viena, o Hofburg é um gigante complexo de edifícios assimétricos que foram construídos ao longo do tempo, somando mais de 240 mil metros quadrados e 2,6 mil aposentos. Por 600 anos, foi a residência dos Habsburgs, soberanos austríacos que reinaram do século 13 até o fim da monarquia, em 1918. A partir de então, tornou-se o centro político da República da Áustria, sediando os escritórios do presidente, ministros e secretários de estado, além de diversos museus. Cerca de 5 mil pessoas trabalham no Hofburg atualmente.

Elizabeth da Áustria
Sissi

O Hofburg é parada obrigatória e uma importante introdução ao mundo dos Habsburgs, uma das mais importantes dinastias da Europa. Praticamente todas as atrações de Viena giram em torno dos Habsburgs. Para muitos, o membro mais famoso talvez seja a Sissi (1837 – 1898), como era chamada a imperatriz Elizabeth da Áustria, esposa do imperador Francisco José I.

O passeio pelo Hofburg permite conhecer os aposentos imperiais, a coleção de prataria da corte e o Museu Sissi, que é sem dúvida o ponto alto do programa. Confesso que até então tudo o que eu sabia sobre Sissi se baseava nos filmes da trilogia de Hollywood, lançada na década de 50. Nestes filmes, Sissi é retratada como uma jovem feliz e extrovertida, que amava o seu marido. Foi um choque conhecer a verdade por trás do mito e este é justamente o objetivo da exposição, aberta ao público em 1994.

Hofburg
A prataria da corte

Sissi, na verdade, foi uma mulher muito infeliz, obcecada pela beleza. Reconhecida como a mulher mais bela de seu tempo, a imperatriz vivia fazendo dietas malucas e gastava duas horas do dia apenas para pentear os cabelos, que chegavam aos seus pés. Teve quatro filhos, sendo que a primeira morreu com apenas dois anos e o seu único filho, que seria o herdeiro do trono, suicidou-se aos 31 anos junto com a amante de 17 anos, após uma vida totalmente desregrada.

A morte do filho acentuou o estado já depressivo de Sissi, que vivia solitária e avessa às obrigações de imperatriz. Vivia viajando e adotando práticas alimentares cada vez mais agressivas, enquanto o seu marido trabalhava da manhã ao anoitecer, sendo descrito como um verdadeiro workaholic. Sissi não se dava bem com a sogra, a arquiduquesa Sofia, e era mal vista na corte por sua preferência pela Hungria. Durante todo o seu reinado, seu único interesse político havia sido a assinatura do acordo austro-húngaro, que foi firmado em 1867, tornando Sissi a rainha da Hungria.

Hofburg
Entrada na Michaelerplatz

A vida infeliz de Sissi teve um fim trágico. Em 1898, durante uma viagem a Genebra, na Suíça, um anarquista italiano acertou-a no peito com um fino estilete. Sissi faleceu horas depois. Ao saber da morte da esposa, Francisco José I afirmou: “Vocês não sabem o quanto amei esta mulher”. Ao visitar o escritório do imperador, realmente não duvidamos do amor que ele sentia pela esposa. Retratos de Sissi estão por toda a parte.

O ingresso para o Museu Sissi, a Coleção de Prataria e os Aposentos Imperiais custa cerca de 10 euros, com audio guide incluso, e a entrada é pela Michaelerplatz.

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Um comentário

  1. Vale a pena visitar o museu, fiquei
    encantada com sua prataria e a
    história da bela imperatriz Sissi, não
    deixe de ir a este museu quanto a
    Viena

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